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O AMADO



SINOPSE


Hélene sabe que ter sido afastada propositalmente de Antony em sua adolescência não lhe permitiu sonhar com um casamento, filhos e um amor, pois ainda carregava dentro de si aquele mesmo sentimento puro de infância. Muito tempo se passou e agora de volta à sua cidade natal ela vê a chance de rever a família, descansar um pouco da correria da cidade onde mora e, enfim, escrever o seu primeiro livro. Hélene só não contava que Antony a esperaria de todas as formas possíveis...

Muitos anos se passaram e ele estava mais lindo do que ela se lembrava! Hélene imagina cenas ardentes e reveladoras com Antony! A paixão que havia entre eles ainda existia? Ou o tempo deixou marcas irreparáveis em seus corações? Hélene se deixaria viver o grande amor de sua vida, ou a amargura da separação forçada anos atrás falaria mais alto em sua conduta? Este amor está prestes a ser pela última vez provado. Qual será o desfecho da vida deste casal?


O AUTOR


Greyci Gonçalves Ramos é mineira, natural de Santa Fé de Minas. Como ela mesma se intitula, é pedagoga por formação e educadora de coração. Adora livros, foi apresentada a este universo muito cedo, o que lhe despertou a vontade de escrever seu próprio livro. Diz-se uma grande apaixonada por adquirir e partilhar conhecimento, principalmente junto ao público jovem. Atuou durante três anos na formação de professores para a educação infantil e também no curso de secretariado executivo. Atualmente leciona para alunos do ensino fundamental em escola do município.


DEGUSTAÇÃO


Capítulo I


Então, ali parada, olhando a paisagem, ela não sentia nada, nem um risco de sentimento tomava conta de seu coração, subitamente percebeu que havia se transformado na mulher que sempre quis ser desde que seus pais a mandaram embora da pequena cidade em que nasceu. Ela, enfim, era uma mulher vazia, fria de sentimentos, pelo menos era o que queria transparecer. De repente ela escuta uma voz atrás de si, que foi logo reconhecida:

Então você está de volta à cidade? Nem parece aquela menina que eu vi partir. Parece uma mulher agora. Está linda como sempre foi e como sempre me lembrei de você.

Subitamente, Hélene vira-se e dá de encontro com o homem que mais amou na vida, ele já não tinha mais seus 20 anos, era agora um homem completo, maduro, no auge de seu encanto masculino. Agora com 35, a beleza lhe parecia ainda mais visível, sua voz tinha um timbre de encanto, quase que uma melodia. Hélene não tinha nada a dizer, apenas ergueu do chão suas malas colocadas ali pelo motorista e seguiu em silêncio seu caminho. Não foi necessária nenhuma palavra, Antony entendeu que Hélene não mais o amava e que gostaria de manter certa distância. Mas ele fez uma promessa, como poderia cumpri-la?

Hélene nasceu na pequena cidade de Altaya. Lugar calmo, hospitaleiro, quase uma cidade provincial parada no tempo. Hélene era a caçula de cinco filhos e sempre fora muito cobrada por ser das três filhas a que mais se parecia com o pai em seu complexo filosófico. Eram dois homens e três mulheres. Seus pais, Marie e Philippe, eram conhecidos como ardorosos cristãos, sempre muito recatados, simples e honestos, temiam a Deus e sempre seguiam fervorosamente os conselhos dados pelo pároco da comunidade, e foi por um conselho dado por este que Hélene deixara Altaya anos atrás, para preservar, segundo ele, as virtudes da mesma e o bom nome da família.

Caminhando por aquela rua, indo de encontra a seus pais, Hélene recordava agora de todas as coisas vividas, das brincadeiras de roda com seus irmãos e vizinhos, do brincar de pique esconde, das histórias contadas por sua já finada avó, dos banhos no riacho, enfim recordara dos momentos infantis que tanto a fizeram feliz. Seus irmãos mais velhos, Gerard e Bartolomeu, sempre foram ótimos irmãos e além dos cuidados constantes, eles sempre as protegia das eventuais brigas por brincadeiras, eles defendiam por ordem do pai as virtudes e honra das irmãs. Eram momentos agradáveis ao lado de seus irmãos. Mas já adolescentes algumas coisas começaram a mudar, as brincadeiras tomaram outro gosto, os pais já não falavam de todos os assuntos corriqueiros na frente dos filhos, só o mais velhos, Gerard e Bartolomeu participavam das conversas até mais tarde a beira do fogo. Meninas iam cedo pra cama dizia o pai.

Hélene recordou de muita coisa neste pequeno trajeto e muitas delas ainda carregavam a amargura de ter Antony em seus pensamentos. Mas ela se manteve firme, e nem por um momento cogitou em olhar para trás. Hélene partiu de sua cidade ainda muito jovem, tinha 15 anos, mas nada mudara muito na pequena cidade de Altaya. As ruas pareciam as mesmas, até as pessoas que ela encontrara no caminho pareciam não terem mudado. Um cheiro agridoce tomava conta da cidade, uma brisa leve tocava do oeste, o sol que quase nunca aparecia resolveu brilhar com intensidade naquela manhã, tudo estava perfeito para os planos arquitetados por ela.

Ao entrar pelo pequeno portão, que dava de entrada a porta principal da casa, Hélene viu ainda ali, amarrado sobre uma árvore o balanço feito pelo pai para as pequenas brincadeiras das filhas, certa nostalgia tomou conta de seu coração. Ela passou de imediato deixando as lembranças ali sobrepostas. Não faziam diferença agora.

Chegando ao batente da porta, Hélene segurou forte cada sentimento dentro de si, era preciso frieza para retornar ao lar. Tocou a campainha e teve a nítida impressão de estar ali como se fosse uma estranha, uma invasora daquela calmaria, daquela paz.

Um homem firme, de figura esguia, abriu a porta. Reconheceu nele seu pai. De súbito veio a vontade de um abraço, mas o homem mais que depressa, mostrando certo desconforto, pediu que ela entrasse. Hélene entrou e parecia como se tivesse voltado no tempo, nenhum móvel havia sido retirado do lugar, tudo igual, menos ela. De repente ouviu uma voz doce saindo de um dos quartos, e logo reconheceu ser a voz de sua mãe.

Hélene, é você? Venha até aqui!

Ao entrar no quarto, sobre a cama ali prostrada, estava sua mãe, a doce Marie. Hélene tomou-a de salto em um abraço e aqueles minutos pareciam eternos. Enfim, as lágrimas rolaram. E todas as mágoas que tinha da mãe e dos anos fora de sua cidade se desfizeram... Hélene, agora, se sentia bem e livre das mágoas acumuladas.

E então mãe, como está? Perguntou ela.

Bem, minha querida, bem melhor agora depois de te ver e saber que está bem... Ficar fora desta cidade te fez virar uma linda mulher. Respondeu a mãe.

Hélene consentiu com um sorrisinho.

Fiz o que me disseram pra fazer, tornei-me uma mulher. "Fria e dura", pensou consigo e concordou, mas uma mulher.

A mãe interrompeu aquele silêncio sepulcral e perguntou:

Já viu seu pai? E o Antony, ele foi te encontrar?

Sim, para as duas perguntas! Respondeu Hélene. E continuou: - Não foi nada agradável o primeiro encontro depois de tantos anos, com nenhum dos dois, mãe. Mas eu não tenho mais nenhuma mágoa do meu pai, ele só fez o que achava correto ao me afastar daqui. Ele estava certo, mamãe. E quanto ao Antony foi apenas uma coisa boba de adolescente... Já nem me lembrava de tudo que aconteceu.

A mãe ouviu tudo que Hélene disse em silêncio e às vezes queria interrompê-la e dizer que estavam todos errados, inclusive ela de ter deixado que o pai a afastasse do convívio familiar, mas achou que naquele momento nada faria sentido. Hélene terminou tudo que tinha a dizer à sua mãe e resolveu sair. Despediu-se com um beijo na testa e antes que pudesse abrir a porta do quarto, ouviu a seguinte pergunta:

Onde pensa que vai, Hélene? Retrucou a mãe.

Eu vou para o Hotel Madison. Tenho uma reserva lá para os próximos oito dias. Ficarei apenas oito dias, mãe. Não posso me ausentar tanto tempo do trabalho e não gostaria de ficar nesta casa tendo encontros pouco agradáveis com o pai.

Mas filha, teu pai já não é o mesmo! Você sentirá isto se der a ele a oportunidade de provar.

Tudo bem mãe, mas por enquanto fico no velho hotel. Eu sempre trabalho até tarde, tenho que terminar uma de minhas teses, tenho estudos posteriores e documentos a examinar, então... O hotel parece ser uma boa pedida. Eu volto mais tarde pra gente se ver!

Ao deixar o quarto e adentrar a sala, deu de encontro com seu pai, com aquele olhar tão intimidador e antes que pudesse dizer algo, ele interpelou.

Mandei que arrumasse seu velho quarto, caso queira ficar!

Ficarei no velho Hotel Madison! Preciso fazer alguns estudos, não quero incomodá-los com minhas longas noites em claro!

É claro! Quer ajuda pra levar as malas?

Não! Eu consigo sozinha!

Hélene despediu-se do pai com certo incômodo. Ao sair de lá, pareceu-lhe que um furacão havia varrido todas as angústias de sua alma. Ao chegar à rua, lembrou-se do quanto suas malas estavam pesadas pelo excesso de livros colocados ali dentro, e foi quase impossível, neste mesmo instante, não se recordar da amiga Jhenny, que tanto insistiu para não sobrecarregar a bagagem com livros. Jhenny queria que Hélene ficasse com o tempo livre nos dias em sua estada em Altaya, para que se concentrasse mais em sua vida real.


SUMÁRIO

Dedicatória

Agradecimento

Capítulo I

Capítulo II

Capítulo III

Capítulo IV

Capítulo V

Capítulo VI

Capítulo VII

Capítulo VIII

Capítulo IX

Capítulo X

Capítulo XI

Capítulo XII

Capítulo XIII

Capítulo XIV

Capítulo XV

Final

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