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                    Escolhas


Sinopse 



Neste belo romance, o autor nos convida a uma instigante viagem ao Brasil do século XX. O livro narra a conturbada trajetória de um filho de imigrantes italianos, que vive e testemunha uma série de fatos marcantes na história do Brasil e do mundo.
A trama, permeada por personagens cativantes e carismáticos, nos leva a pensar sobre como as escolhas que fazemos, por simples que sejam, podem influenciar e marcar profundamente nossas vidas e a de pessoas à nossa volta. 
Escolhas é um convite à reflexão, ao tratar de questões ligadas à ética, política, história contemporânea, geografia, trabalho e consumo, pluralidade cultural, saúde, educação sexual e evolução dos costumes. Uma leitura prazerosa e edificante.



Sobre o autor:


Sergio J. Cides é natural da cidade de São Paulo. É formado em administração de empresas pela PUC-SP.
Foi professor de cursos de pós-graduação da Escola Superior de Administração de Negócios (PUC-SP) e autor de quatro livros técnicos na área de Administração (Marketing e Planejamento, um de autoajuda e outro de comentários religiosos.
Atualmente é Tradutor Técnico de textos científicos (medicina, pesquisas clínicas, produção e administração na indústria farmacêutica) dos idiomas inglês, francês, italiano e espanhol.


APRESENTAÇÃO


Possivelmente, você que está começando a ler este livro deve ter menos de 30 anos de idade. Talvez, até menos de 20. Muitas das coisas que você lerá neste livro, e que estão resumidamente explicadas no texto, podem ser mais aprofundadas se você pedir mais detalhes e pormenores a seu avô, ou a sua avó. Acontecimentos das décadas de 1920, 30 e 40 que podem parecer, para você, assuntos de outro planeta. Na verdade, sãoassuntos de outro planeta. A terra e seus habitantes mudaram demais desde aquelas décadas...

Os usos e costumes deram duas ou três reviravoltas, até os dias de hoje. A maneira de falar, de vestir, de namorar, de beber, de se divertir e de estudar mudou demais.

Era um tempo em que, no Brasil, vendiam-se mais chapéus do que sapatos… acredita? Ainda havia grande parte de veículos com tração animal. Carroças puxadas a burros faziam entregas de mercadorias nas cidades. Não havia supermercados. As “vendinhas” e padarias vendiam fiado, marcando as compras dos fregueses e freguesas numa caderneta e o freguês pagava a conta no fim do mês… Mascates carregavam malas enormes e pesadíssimas, levando mercadorias – geralmente roupas e cortes de tecidos – de porta em porta e vendendo para as freguesas pagarem em prestações mensais… sem recibos, sem notas fiscais… tudo na palavra.

Nas escolas também seus avós estavam em outro planeta. Usava-se uniforme, geralmente com gravatas fazendo parte da indumentária de meninos e meninas. Havia escolas só para meninos e escolas só para meninas. Escolas “mistas” começaram mais tarde, com salas de aula só de meninos e outras só de meninas. Quando a professora ou professor entrava na sala de aula, os alunos ficavam de pé, ao lado da carteira, perfilados e em silêncio. Antes da primeira aula do dia, os alunos, ainda perfilados e de pé, cantavam o hino nacional, com a mão direita sobre o coração.

A tecnologia, então, estava apenas incipiente. As grandes novidades eram rádios de válvulas, que levavam alguns minutos para “esquentar” e a começar a emitir um som cheio de interferências e chiados. Vitrolas tocavam discos de cera, pesadíssimos que giravam num prato a uma velocidade de 78 rotações por minuto e eram ‘riscados’ por uma agulha metálica. Os rádios de pilhas (o primeiro chamava-se Spica) só começaram a surgir na década de 1960. Não havia calculadoras portáteis. Engenheiros esnobavam usando um instrumento chamado ‘régua de cálculo’, que fazia multiplicações, divisões, raiz quadrada, logaritmo... tudo muito aproximadamente... Ah... e não existia plástico, que só começou a surgir com o nome de ‘matéria plástica’ em meados da década de 1940, depois do término da Segunda Guerra Mundial. Os pentes mais chiques eram de chifre, ou de osso, ou de casco de tartaruga. Os mais populares eram de madeira. Imagine o mundo de hoje, sem plástico. Telefones eram raros, televisão só chegaria precariamente ao país na década de 1950. E, entre as ‘pequenas’ novidades surgiram canetas esferográficas, fita adesiva, lâminas de barbear, e detergentes. Com uma mesma barra de sabão, as mães lavavam louça, roupa, paredes, pisos, davam banhos nos filhos mais velhos e no cachorro. Geladeira? Uns poucos ricos tinham um móvel de madeira maciça, revestido internamente por uma chapa de aço zincado, com um compartimento superior onde era colocada uma barra de gelo de um metro de comprimento e uma base quadrada de 20 cm de cada lado. Isso era chamado de geladeira. A Antarctica tinha carroças puxadas a burros que deixavam as barras de gelo diariamente nas portas das casas privilegiadas. Os fogões das casas eram a carvão ou a lenha. Ferro de passar roupa era, literalmente, um objeto pesadíssimo de ferro fundido, dentro do qual eram colocadas brasas de carvão retiradas dos fogões.

As diversões das massas eram os cinemas, onde passavam filmes branco e preto, com legendas. Como grande parte da população era analfabeta, os circos eram o entretenimento dessa parte da população. E tinha o futebol, que já era paixão nacional dos desde o início do século. Teatros eram frequentados pelas elites.

Os bêbados embriagavam-se com vinho, bagaceira (uma aguardente destilada de bagaços de uva) e cachaça. Cerveja era coisa rara... mania de alguns imigrantes europeus do centro e norte da Europa.

O carnaval era a grande festa popular, inicialmente nas ruas e, depois, em salões...

Acabado o carnaval, na quarta-feira de cinzas, começava a quaresma, um período de 40 dias em que os católicos ( maioria da população) não comiam carne, as residências cobriam os espelhos e as igrejas cobriam os santos com um pano roxo.

Não esqueça de perguntar a seu avô ou a sua avó como eram os namoros deles... se você não acreditar no que este livro tenta mostrar sobre esse tema.

Então, essas são algumas facetas do planeta que seu avô, ou sua avó, poderá comentar com você, caso você ache estranhas algumas coisas que lerá neste livro.

Desejo-lhe boa leitura.


SUMÁRIO


Prefácio

Parte 1: Mariazinha e Zitão

Parte 2: Tempos de aventuras

Parte 3: Esperança e desespero

Parte 4: Novos tempos

Parte 5: Coisas da vida

Apêndice




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